Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Healthy competition

  Como em tudo na vida, há que colocar o futebol em primeiro lugar. Mas senhoras, não se vão já embora. Não estou aqui para falar de quem vai ganhar campeonatos ( pois todos já sabemos que será o FCP ). Estou aqui para falar do termo " competição saudável ". 

  Este termo, infelizmente, já está morto e bem morto. Já não ouvem ninguém dizer " Que ganhe o melhor ". Também já faz algum tempo desde que eu ouvi dizer ( entre adversários) " Boa sorte", " Parabéns pela vitória " ou ainda " Foi uma competição limpa". São coisas que hoje em dia já não fazem sentido. Mencionei futebol porque é um exemplo altamente reconhecível. Mas digam-me lá se nunca vos apeteceu chamar de energúmeno àquele tipo que ficou com a última mousse na cafetaria? Ou de chamar de parva àquela senhora que vos ganhou no braço-de-ferro ( claro que isso nunca aconteceu comigo)? Ou ainda de chamar ( peço desculpa pelo termo excessivo ) desonesto, ao senhor que ficou com a edição especial do último vídeo jogo de assassínio em massa? Admito também, que eu se calhar é que sou um bocadinho competitivo demais. Mas também, queriam que eu ficasse satisfeito só pela ideia de ficar sem a minha mousse de chocolate e/ou jogo de ps3? Porque se acham que este cavalheiro come fruta saudável e/ou pratica aquela estranha actividade denominada de " ler livros ", estão muito enganados.

 

P.S.- Sim, o título deste post está em inglês. Não foi um erro informático de qualquer natureza.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:08
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Domingo, 20 de Março de 2011

Solidão

 Eu sei que o nome do post sugere um texto com uma carga psicológica perigosamente elevada, mas felizmente não é o caso. Se quiserem ver coisas deprimentes, este blog não é o local. Tentem o telejornal por exemplo. Mas ignorando este comentário à Zéca Afonso, gostava de esclarecer uma coisa. 

 Sabem, eu estou a ser educado com base numa variação de um ditado popular. " Mais vale mal acompanhado do que sozinho". E, tento sempre fazer os possíveis para seguir essa forma de encarar a vida. Mas, admito que de vez em quando existe alturas em que eu não aguento as típicas conversas da treta e arrisco-me a lanchar sozinho, por exemplo. E eu pergunto: qual é o problema? A maioria das pessoas pensa " Oh, coitadinho a comer sozinho. E se fôssemos lá fazer companhia?". Porquê? Eu digo sempre " Meninas, meninas (sim, porque costumam ser mulheres). Agora não. " Porque eu penso que a solidão deve ser uma escolha, tal como o casamento. Uns preferem apreciar um jornal sozinhos a ouvir cuidadosamente o silêncio, enquanto outros preferem comer massa à bolonhesa do mesmo prato num cenário romântico de javardice ( desculpem a terminologia). E mais, agora mudando um pouco de assunto. Regras de etiqueta à mesa. Experimentem googlar isto. Antes de mais observem esta regra "Não deve emitir opiniões sobre o que está a comer, especialmente pela negativa; se não gosta pode sempre deixar no prato.". Mas o que é isto? Sempre que eu almoço com alguém, é imperativo falar da comida. Isto é o básico da conversa da treta. Falar da comida, do tempo, do trânsito. Tudo isto é necessário para uma conversa perfeitamente desnecessária e natural. Observem outra regra. Esta para mim, é a mais ridícula de todas. "Não molhe o pão em café, molho ou qualquer outro líquido.". Mas isto é algum tipo de brincadeira? Como é que eu hei de provar o molho das amêijoas? Com a colher? Com maneiras? Era o que mais faltava. Ainda bem que como sozinho. Assim não tenho ninguém para me pregar sobre estas regras. Muito menos na tasca do Zé. 

publicado por Sebastião Marques Lopes às 17:00
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Vida em câmara lenta

 Eu estou naquela idade. A maioria das pessoas já esteve nesta idade e sabem que é uma coisa muito chata ( embora nunca o admitam ). Às vezes, ainda tem o descaramento de dizer " Quem me dera ter essa idade outra vez ". Mas eu sou um jovem que para além de estar nesta idade, também é muito simpático, e irei revelar-vos porque é que é tão mau estar nesta idade. O mau desta idade pode apenas ser esclarecido com uma expressão que odeio e nunca pensei em revela-la na escrita: 8 e 80. Pois com a minha idade uma pessoa não pode ler banda-desenhada nem pode ler um jornal. Banda-desenhada: " Olha, olha, o bébé a ler uma banda-desenhada. Queres uma chupeta, é?". Jornal: " Olha, olha, agora o menino tem a mania que é muito esperto. Queres saber se os líderes europeus acordaram o Pacto de Competitividade, é?". Mas não pára aqui. Quem dera que parasse aqui. Não posso ver desenhos animados nem discursos políticos, não posso conduzir carinhos de choque nem automóveis, não posso dizer a palavra "cocô" nem "fezes"... Mas afinal, o que posso eu fazer? Eu, nos meus catorze anos de vida, posso fazer apenas uma coisa quanto a este problema: ficar calado e quando ninguém estiver a ver, fazer um texto e metê-lo na internet.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:33
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Tás a olhar pá onde?

 Sabem, eu já estou na indústria da blogosfera há dois anos. Esperem aí. Dito assim parece ( e é ) pouco. Vamos tentar outra vez.

 

 Sabem, eu já estou na indústria da blogsfera há DOIS anos, e de vez enquanto repito-me um pouco. Mas hoje tenho a certeza que iria fazer uma coisa nunca antes feita ( por mim ). Senhoras e Senhores; apresento-vos o Guia de Balneário. Pequenos passos que vos farão com vontade de ir ao ginásio. É para o menino e para a menina. Começo? Começo!

         1- Deslocação. Num balneário existem várias alturas em que nos cruzamos com pessoas. Mais concretamente, com pessoas com os genitais " ao léu ". O truque para evitarmos enganos na nossa orientação sexual e os clássicos " Tás olhar pá onde?" a regra é muito simples: olhar apenas para o chão. A não ser que um indevido esteja deitado nu no chão.

         2- Banho. Eu tento sempre evitar, mas de vez em quando admito tomar banho no balneário. Evito por várias razões: medo de velhos atrevidos, ficar com baixa auto-estima e finalmente receio de me pedirem para lhes emprestar a toalha "só para uma coisa". Mas em momentos extremos a regra é simples e invariável: despachem-se. Nunca se sabe quando um luta de chuveiro pode acontecer, apenas pelo facto de que vocês queriam demorar mais um tempinho.

         3- Casa-de-banho. Eu já estive muito próximo de agredir idosos. Especialmente quando eles estão completamente nus no urinol ao lado do meu. Várias regras aqui: a) É extremamente desconfortável quando alguém se mete no urinol ao lado de uma pessoa quando há muitos livres. Por isso, por favor, parem com isso.

                   b) Nunca olhem directamente para a genitália de um homem, especialmente e inclusivamente no urinol. Arriscam-se a ficar sem a vossa.

                   c) Por amor de Deus. Ponham roupa quando forem ao urinol.

         4- Relações públicas. Esta, ao contrário do 3, também é para as mulheres. Num balneário sempre que alguém vos faça uma pergunta como " Posso usar o teu sabonete" ou " Para que sala vai?" ou até " Junta-se comigo no banho?" façam apenas uma coisa: fujam.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 21:31
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