Sábado, 1 de Outubro de 2011

Pequenos lapsos, grande humilhação

 Eu às vezes sou muito estúpido. Então pronto, são duas da manhã e eu, estúpido como sou, embora ciente das horas e do meu horário escolar ( que me proíbe de ir para a cama a estas horas ) tenho a brilhante ideia de que se calhar é melhor ir fazer óó. Cansadíssimo de ver vídeos de pessoas a cair no youtube, esqueço-me de pôr o despertador. Acordo sobressaltado com a minha mãe a perseguir-me com um pau, a dizer que é sempre a mesma coisa, e que daqui a cinco minutos o autocarro vai-se embora. Em cerca de quatro minutos visto-me à pressa, como uma carcaça seca e estou pronto para me fazer à estrada. Mas a minha bexiga sussurra " Epá, não me vais deixar 20 minutos à rasca. Vai rápido à casinha que aquela velhota demora sempre algum tempo a pagar o bilhete no autocarro". Humilho o Bolt na correria que faço desde da entrada até à casa de banho ( cerca de três metros ) e cumpro as ordens vindas, neste caso, de lá de baixo. Lavo as mãos de uma forma manhosa e meto-me atrás da senhora de idade que ainda está a pagar o bilhete. Saio do transporte, e uma senhora ( que me conhece das poucas vezes que lá passo olha para mim e diz: " Sebastião ... calças ". A minha braguilha e exibe uma abertura monumental, quase tão grande como a minha vergonha. Talvez se me tivesse lembrado de pôr cuecas, o embaraço teria sido menor.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 01:46
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Sábado, 10 de Setembro de 2011

Os anûs de Zuckerberg

  Nos últimos tempos, tenho ouvido em demasia a seguinte compilação de palavras: " O Facebook agora ajuda-me imenso com esta coisa dos aniversários, agora sei sempre quando é que são! ". Eu até acho que isto faz sentido, se substituirmos " ajuda-me imenso " por " está-me a lixar à grande e à francesa ".

   Eu, como rapaz distraído que sou, tenho todo o direito de me esquecer dos anos de alguém. Mas não, o Zuckerberg não deixa. E perguntam vocês como seres interrogativos que são: " Mas qual é o problema? Mandas um "Muitos parabéns " e tá a andar! Podes voltar à tua vida ocupadíssima. ". Isso é um bom ponto de vista ( porque eu realmente tenho uma vida ocupadíssima), contudo, eu não o consigo fazer. Tenho que mandar um testamento, uma mensagem carinhosa, a ocasional piadola de trocar " anos " por " anûs ". Já para não falar que o mural de aniversário de uma pessoa é uma intensa competição para ver quem tem a mensagem mais original.

   Repararem, um texto de congratulações aniversariais nunca tem likes, por mais criativo ou engraçado que seja. Porque os outros, com medo de não terem likes, não se querem dar ao luxo de ter menos prestígio e de porventura ter um texto mais fraquito ( e toda a gente sabe que um like é sinónimo de qualidade). No pior dos casos, outra pessoa faz um comentário à nossa mensagem, que por sua vez é mais original ou tem mais piada que o texto original. E é por isso que a maioria dá um simples " Parabéns ". Ou se calhar eles tem melhores coisas para fazer. Ou talvez achem suficiente uma frase curta e grossa. Ou até mesmo sabem que o aniversariante tem melhores coisas para fazer e/ou prefere mensagens curtas e grossas. Mas tio Melan não é desses. Nuno Costa Santos aprecia .... Esperem lá.  Agora que penso bem, se calhar até é desses. Por isso, um feliz dia de anûs e não se porte muito mal nem faça muita porcaria.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:46
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Tormentos de 10 linhas

Quando se está a aprender uma língua nova ( ou se faz conversa de extrema chacha ) já estão estabelecidas algumas perguntas. " Onde é que moras ", " Qual é o teu prato preferido ", " O que é que fazes no tempo-livre ". As respostas, tal como as perguntas, não devem envolver grande detalhe e devem ter a menor quantidade de vocabulário possível. " Moro em Lisboa ", " O meu prato favorito é pizza ( é sempre uma boa resposta porque é igual na maioria das línguas )", " Gosto de jogar futebol com os meus amigos ". Mas, olhando para trás, houve uma pergunta que me causou grande angústia mental. " Campo ou cidade? ". Geralmente era uma pergunta de teste, após a professora já ter ensinado a área vocabular de cada espaço. E já durante as aulas ( a disciplina era francês para os interessados ), eu punha-me a pensar neste dilema, e cheguei a uma terrível conclusão: eu não gosto de nada. No campo não gosto do relaxamento, da paz de espírito, dos animais, do silêncio exagerado, do ar fresco. Na cidade, não gosto do stress, da inquietação mental, das pessoas que mais parecem animais, do barulho insuportável, do ar que é mais monóxido de carbono que oxigénio. Em ambos os casos, não gosto de passear, de meter conversa com pessoas que não conheço, de estar sempre a pensar na galinha do vizinho. Pedia esclarecimento aos defensores do campo. "Ah e tal, é pacífico". Metes a gravar um documentário sobre golfinhos na Discovery Channel, uns auscultadores que isolam bem o som e aí tens a tua paz. Os defensores da cidade. " Ah e tal há mais emoção". A sério? Foge de um cão furioso enquanto tentas montar um cavalo bravo que entretanto passa por gatos bebés o que activa o lado protector da mãe e simultaneamente estás a ser perseguido pela tua avó com uma vassoura para não maçares os animais, que aí tens a tua emoção. Estava a ser atormentado e partilhei todas estes meus pensamentos. Inconvenientemente, era uma pergunta de dez linhas. Calculo que não será imperativo referir a nota do dito teste. Acho que podem tentar adivinhar.
publicado por Sebastião Marques Lopes às 00:40
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Menino da mãmã

" Anda ao centro comercial comigo. Só para comprarmos umas coisitas no supermercado. ". Pode-se ser o gajo mais durão da escola, mas é muito difícil dizer não a um pedido de uma mãe. Então, contrariado mas sem o mostrar, lá vai o "Punhos" (como é conhecido no seu liceu ) com a sua querida mãe ao dito shopping. Já de carro estacionado e elevador no primeiro piso chegado, a mãe não se controla e falha em desviar o olhar da montra da Zara. Ao contemplar a nova colecção Primavera-Verão, mais uma vez não resiste, e entra na loja. "Punhos" claro, em risco de ser avistado pelos colega da escola, entra também na loja. Contudo, vai lá para trás para que ninguém o veja. Infelizmente, essa é a zona de roupa interior feminina. " Anda cá, filho. Daqui a nada ainda pensam que tu és um tarado. ". Após vários vestidos, o pobre coitado já está zonzo de tentar perceber a diferença entre uma peça de roupa azul-esverdeada e verde-azulada. Finalmente saem, mas antes que o rapaz possa gritar de alegria, a mãe alerta-o para a abertura da nova H&M. O choro ainda se intensificou, visto que substituiu a melhor loja de vídeo-jogos do país. Ao entrar, ouve-se no fundo do corredor: " Aquele não é o "Punhos"?". Ao ouvir, tenta esconder a cara, mas não vale a pena. Está tudo acabado. O "Punhos" será para sempre o "Menino da mãmã".
publicado por Sebastião Marques Lopes às 01:36
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Sábado, 2 de Julho de 2011

Viva a Preguiça?

Eu sempre achei que os estereotipos eram algo parvo, ignorante e sem sentido algum. No entanto, já não tenho tanta certeza disso. E digo-vos porquê. Porque eu acho que na verdade, sou o português estereotipado. Pois o típico português é peludo, rude, gordo e preguiçoso. Eu, ainda jovem, não tenho pêlo na cara quanto mais pêlo na venta. Estou a ser criado a ser bem educado, e pelo menos não sou rude com quem não merece. Também não sou excessivamente alimentado. Pensando bem, a única coisa em que eu e o Zé Jorge somos parecidos, é no nosso completo e vergonhoso culto à preguiça. A arte do " Não me apetece", do " Já vou", do " Agora não", para mim, é algo que saí naturalmente. E não é só a preguiça física. O esforço mental também me angustia assim de vez em quando. Naquela situação em que temos à nossa frente o " To kill a mockingbird " em livro e em DVD, a escolha não costuma ser difícil. Especialmente se nesse dia tivemos um teste, ou uma reunião, ou porque simplesmente estamos cansados. Mas o que me irrita mais, é quando temos o "To kill a mockingbird " em livro e em DVD, e acabamos por não ver nenhum. A Indecisão é a melhor amiga da Preguiça. Porque é preciso pensar muito para decidir coisas, especialmente quando se trata de uma coisa importante como esta. Mas no entanto, a Preguiça tem mais do que uma má companhia. Pois para além da Indecisão, o melhor amigo da Preguiça, aquele que a Preguiça liga quando algo mau lhe acontece, a única pessoa em que a Preguiça pode confiar, é no Arrependimento. Recorrendo à minha própria experiência, sempre que eu opto pelo caminho menos fatigante, acabo por me arrepender. Quantas vezes já não acabei um trabalho por não me apetecer. Por achar que não valia a pena. Por adiar. Por pensar que não faria mal. E depois quando chego às aulas, é logo: " Porque é que não acabou o trabalho, menino Sebastião?". " Foi essa víbora social, senhora professora. A Preguiça ".
publicado por Sebastião Marques Lopes às 01:05
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Irmãs do planuta

Devo ser a única pessoa no planeta não-apreciadora de celebrações. E isto deve-se pelo simples facto de que a celebração costuma ser mais grandiosa que o feito. Chegámos ao ridículo de incluir celebrações em vídeo jogos. No Fifa 11 ( se não souberem que isto é um jogo de ps3 nunca mais vos falo ) existe a possibilidade de festejar após a marcação de um golo. A sério. Já não basta o nosso adversário esfregar o comando na nossa cara e dizer o clássico "Incha!" como também temos de suportar a humilhação virtual. E para quê? Pode ter a ver com a competitividade de cada um, mas penso que as celebrações devem ser feitas de acordo com a ocasião. Por exemplo, o nascimento de Jesus Cristo e a descoberta da carteira que afinal estava debaixo do sofá não podem originar o mesmo festejo. Pronto, ambos os casos podem originar jantares e compras, mas o festejo em si não pode ter o mesmo ênfase. Aliás, esqueçam tudo o que eu disse. As pequenas coisas devem ser celebradas. Jesus só faz anos uma vez por ano ( embora se quisesse poderia fazer mais ) o que nos deixa muito tempo e energia para fazer uma celebração num copo de água. Contudo, e agora sem parafraseamentos nem comparações do Messias com uma carteira, há ocasiões que merecem ser celebradas, festejadas, lembradas e até memorizadas. Como o aniversário de alguém que trata de nós, alguém que nos põe em primeiro lugar. Alguém que nos faz favores, sem esperar nada em troca ( apenas um post por aniversário ). Por isso, um feliz dia de anos para todas as irmãs do planuta, mas especialmente, a minha.
publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:17
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Sábado, 4 de Junho de 2011

Aí que cheirinho

Eu não consigo pensar em como seria a minha vida se eu não tivesse nariz. Não falo em termos estéticos, pois já sou gozado o suficiente pela pequenez da minha zona nasal. Falo sim, no grande impacto que a minha pacata vida teria sem a existência do olfacto. Eu sempre considerei o olfacto como um exame. É daquelas coisas que uma pessoa só da primeira impressão, sabe que algo vai correr bem ( ou correr mal ). Por exemplo, se estiver no Macdonald's e pressentir um cheiro extremamente desagradável, sei que algo vai correr mal. Costuma ser o Jorge, o vagabundo da minha rua que me pede batatas. No caso inverso, quando acordo com o cheiro a panquecas a rondar as minhas narinas, sei que algo vai correr bem. Costumam ser croissants ( tenho péssimo olfacto ). E ainda bem que isto acontece, pois nos dá um avanço na situação. Lembro-me que isso já me safou muitas vezes no café que às vezes vou, em que sinto o cheiro a perfume exagerado, e sei logo que é a minha vizinha de baixo. E, tendo em conta que ela é o cliché de todas as vizinhas de baixo que já são avós ( aperta-me as bochechas e conta-me histórias do seu neto ) é óbvio que é de evitar. Mas pensando assim, eu sou uma pessoa bastante fácil de evitar. Pois sabem, eu sou uma pessoa conhecida pelo seu cheiro. É uma coisa que me caracteriza, embora mais pela negativa. Porque na verdade eu sou um tipo com boa memória, mas sou muito esquecido. Muito sofreu a minha mãe por eu ter deixado o casaco na escola, o telemóvel no carro, a carteira no restaurante. Mas principalmente, muito sofre a minha família por eu me esquecer de pôr o desodorizante. E penso que, de vez em quando, é o Jorge que me evita quando eu entro no Macdonald's. Para a próxima não lhe dou batatas.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 01:26
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Passou bem?

 As pessoas de uma certa idade ( uma maneira bonita de dizer "velhos" )  têm muito a mania de dizer " No meu tempo ...". Essas pessoas gostam de fazer com que as pessoas de idade mais tenra ( uma maneira bonita de dizer "putos" ) percebam que muito mudou desde os tempos em que se lia livros e se jogava ao pião. No entanto, eu acho que há uma coisa que não mudou: as saudações.

 Não falo no sentido oral, pois aí mudou muito. Já ninguém diz "Ora viva!" ou até " Boas". O que não mudou realmente, foi o contacto físico da saudação, ou cumprimento se preferirem. Comecemos então a minha estudada e meticulosamente analisada pesquisa. E como cavalheiro que sou, começaremos pelas senhoras.

 Todos nós sabemos, que o cumprimento mais comum das mulheres é o dito " beijinho ". O beijinho ( não estou para estar sempre a meter as aspas ) é o cumprimento mais variante que existe. Eu sempre fui educado a dar dois na ocasional bochecha feminina. Porque há sempre aquele dilema " será que ela dá dois ou dá um?". Eu dou logo dois, fica o assunto resolvido. E não concordo com aquela coisa de dizerem "Quem dá dois é queque, é de chiques.". Eu acho que o número de beijinhos efectuados, tem haver com a pessoa e não com o extracto social. E se fôssemos fazer uma lei, e preferia que fosse só um. É que em festas grandes, os meus lábios entram em manifestação após cinco pares de "jocas". Ainda nas meninas, queria só fazer um pequena ressalva. O que realmente é de chiques, é quando o acto está a decorrer e a pessoa dá o beijo para o ar, deixando apenas a sua cara para ser beijada, sem retribuir o favor. É como se estivesse a dizer para si própria " Algo vez eu tocaria com estas abençoadas beiças na face deslavada daquele rapaz." Quando isto acontece, um sopapo na testa ( e atenção eu não bato em mulheres ) costuma resolver a coisa.

 Avançando agora para o sexo que eu acho muito agradável por experiência própria: os homens. Muito se pode dizer sobre o aperto de mão de um homem. O bacalhau. O passou-bem. Se há coisa que me irrita, são as pessoas que não o sabem efectuar. Especialmente aquelas pessoas que simplesmente põe a mão, sem se darem ao trabalho de apertar. Homem que é homem, parte os dedos ao outro senhor. O cumprimento masculino é uma batalha de dois segundos para determinar quem é o macho dominante. E se repararem bem, só pessoas mais maduras e mais cultas é que têm um passou-bem que se preze. 

 Com sorte, um dia eu serei um bom saudador ( se é que esta palavra existe ). E com um pouco mais de sorte, um dia podemos coexistir com apertos de mão firmes e beijinhos bem colocados. Entretanto, fico a praticar o meu passou-bem com a minha mão esquerda. Talvez um dia será o meu avô a chorar quando eu lhe aperto a mão.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:52
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Raios part'ó cão

 Nunca gostei de animais. Eh pá, o que é que querem que eu vos faça, não gosto. Uma das razões pela qual eu não gosto deles, será certamente pelo meu pacifismo. Porque eu nunca fui um gajo violento. Sempre que alguém me queria bater, eu fazia uma piada ou tentava chamá-los à razão ( na verdade eu fugia na maior parte das vezes). Mas uma coisa é certa: o diálogo sempre foi a minha arma mais perigosa. Agora com animais não tenho essa capacidade. Quando um javali furioso está a direcionar-se com um força implacável na minha direcção ( um dia normal na minha vida ) eu não o posso persuadir a não o fazer. Não é daquelas situações em que eu digo ( com uma voz à Diácono Remédios): " Então? É que não há necessidade de violência. Vamos conversar um pouco sobre o assunto." É claro que entretanto levo uma marrada na pernas. Mas esta não é a única razão. Eu também não sou grande fã de animais por um facto simples: eles armam-se muito em humanos. A começar por essa grandessíssima ( como eu adoro esta palavra ) cadela de nome Laika. Embora não tenha vivido nem na altura nem no local, aposto que em Moscovo em 1953 havia pelo menos algum desemprego. E no entanto estão a enviar cães para o espaço. E não me digam que foi para ver se um ser-vivo sobrevivia fora de órbitra, porque eu sei a verdade. Um salário de uma pessoa envolve seguros, férias, dinheiro... O salário da Laika era os restos do almoço e água do esgoto. 

  Podia chatear-vos com ainda mais razões, mas na verdade nunca iria encontrar a razão essencial. Porque sinceramente, eu não tenho bem a certeza. Não gosto. Há pessoas que sempre que um cão pequeno morde, elas dizem " Ele é pequenino, está só a brincar ". Eu , inversamente, prefiro uma expressão mais delicada: " Raios' part'ó cão!". 

publicado por Sebastião Marques Lopes às 23:21
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Domingo, 1 de Maio de 2011

Coca-cola, alguém?

Hoje em dia é muito difícil ser-se um bom anfitrião. Porque se a definição de "anfitrião" fosse a mesma de "entertainer", eu estaria safo. Mas infelizmente, não é. Pois eu tenho as qualidades necessárias para ser um bom entertainer: consigo mandar piadas quando há um silêncio constrangedor, consigo colocar as pessoas à vontade nas alturas indicadas e consigo ( usando o verdadeiro sentido da palavra ) " entreter " pessoas, durante um curto período de tempo. Ser um bom anfitrião é diferente. Para além de incluir estas coisas, ser um bom anfitrião é fazer com que a nossa casa/evento/festa seja totalmente dos convidados. E agora com esta coisa que tenho ouvido falar a " crise " ( ou uma coisa assim parecida ) dificulta esta tarefa. E eu só notei isto agora. Pois eu estou a entrar naquela altura da vida em que às vezes apetece-me uma coisa que não está no frigorífico. E em vez de esperar pela mãe, decido que é melhor pegar na minha carteira e ir ao pingo doce apenas para comprar uma coca-colazita. Claro que quando chegam convidados, é o Sebastião que fica sem o seu refresco. Pois quando é do dinheiro dos pais, não se nota tanto. Mas quando sou eu que fico sem bebidas e sem dinheiro a situação já é outra. Porque é que acham que eu tenho tão poucos amigos? 

publicado por Sebastião Marques Lopes às 00:56
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