Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Passou bem?

 As pessoas de uma certa idade ( uma maneira bonita de dizer "velhos" )  têm muito a mania de dizer " No meu tempo ...". Essas pessoas gostam de fazer com que as pessoas de idade mais tenra ( uma maneira bonita de dizer "putos" ) percebam que muito mudou desde os tempos em que se lia livros e se jogava ao pião. No entanto, eu acho que há uma coisa que não mudou: as saudações.

 Não falo no sentido oral, pois aí mudou muito. Já ninguém diz "Ora viva!" ou até " Boas". O que não mudou realmente, foi o contacto físico da saudação, ou cumprimento se preferirem. Comecemos então a minha estudada e meticulosamente analisada pesquisa. E como cavalheiro que sou, começaremos pelas senhoras.

 Todos nós sabemos, que o cumprimento mais comum das mulheres é o dito " beijinho ". O beijinho ( não estou para estar sempre a meter as aspas ) é o cumprimento mais variante que existe. Eu sempre fui educado a dar dois na ocasional bochecha feminina. Porque há sempre aquele dilema " será que ela dá dois ou dá um?". Eu dou logo dois, fica o assunto resolvido. E não concordo com aquela coisa de dizerem "Quem dá dois é queque, é de chiques.". Eu acho que o número de beijinhos efectuados, tem haver com a pessoa e não com o extracto social. E se fôssemos fazer uma lei, e preferia que fosse só um. É que em festas grandes, os meus lábios entram em manifestação após cinco pares de "jocas". Ainda nas meninas, queria só fazer um pequena ressalva. O que realmente é de chiques, é quando o acto está a decorrer e a pessoa dá o beijo para o ar, deixando apenas a sua cara para ser beijada, sem retribuir o favor. É como se estivesse a dizer para si própria " Algo vez eu tocaria com estas abençoadas beiças na face deslavada daquele rapaz." Quando isto acontece, um sopapo na testa ( e atenção eu não bato em mulheres ) costuma resolver a coisa.

 Avançando agora para o sexo que eu acho muito agradável por experiência própria: os homens. Muito se pode dizer sobre o aperto de mão de um homem. O bacalhau. O passou-bem. Se há coisa que me irrita, são as pessoas que não o sabem efectuar. Especialmente aquelas pessoas que simplesmente põe a mão, sem se darem ao trabalho de apertar. Homem que é homem, parte os dedos ao outro senhor. O cumprimento masculino é uma batalha de dois segundos para determinar quem é o macho dominante. E se repararem bem, só pessoas mais maduras e mais cultas é que têm um passou-bem que se preze. 

 Com sorte, um dia eu serei um bom saudador ( se é que esta palavra existe ). E com um pouco mais de sorte, um dia podemos coexistir com apertos de mão firmes e beijinhos bem colocados. Entretanto, fico a praticar o meu passou-bem com a minha mão esquerda. Talvez um dia será o meu avô a chorar quando eu lhe aperto a mão.

publicado por Sebastião Marques Lopes às 19:52
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